Ele apenas queria viver para sempre, ser eterno. Sentia um desejo um tanto quanto estranho pela imortalidade, pelo fato de poder ver todos aqueles que odiava, e quem sabe até os que amava e amou, serem levados para a outra vida. A imortalidade em si não era o principal, talvez houvesse nele, um medo de não ser lembrado. A imortalidade não era algo possível, buscar pela fonte da juventude ou enforcar-se nos galhos da grande Yggdrasil estavam fora de cogitação, quem sabe tornar-se um vampiro, não como daqueles filmes românticos sobre vampiros apaixonados mas sim daqueles que fazem questão de drenar cada segundo da vida de suas vítimas, talvez pedir para que fosse mumificado após sua morte, ou morrer em uma uma floresta de pinheiros e torcer para que fosse fossilizado em âmbar. Passava dias inteiros pensando na melhor forma de "viver para sempre", e com isso, passou a anotar e descrever tudo. Dias, meses e anos se passaram e com isso a vida dele também, ele cresceu, mudou, envelheceu, mas sempre com a mesma vontade. Certo dia, após sua morte, fato que não demorou muito a acontecer (o tempo nunca foi caridoso com os ambiciosos) seus filhos acabaram por publicar suas anotações feitas através dos anos. Dessa forma, finalmente, ele conseguiu o que tanto queria, mas passou tanto tempo procurando formas mirabolantes que nunca pensou que poderia se tornar um imortal através das palavras. Palavras as quais ele sempre teve domínio...
Ao meu ver, ter alguem fossilizado em âmbar, seria algo legal para decoração de uma sala...
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