terça-feira, 14 de maio de 2013

Garoto.

Entre um texto e outro, a garota do passado lúgubre e cansado encontra-se com o rapaz jovial e brilhante que agora habitava aquele espaço e que aos poucos fazia mudanças leves mas bem definidas na mobília daquela mente conturbada e um tanto problemática. Ficaram encarando-se por um longo período, período esse que para ambos pareceu uma eternidade. Ninguém sabe o que passava pela cabeça deles. Panquecas, sim panquecas, era o que ambos chegaram a conclusão de queriam comer. Não das normais como as que minha mãe faz para um almoço de quem sabe uma quarta feira, mas daquelas que apenas em dias frios com chocolate quente e muitas ternurinhas devem ser comidas. Quem sabe acompanhadas de um feriado muito branco já que a névoa deveria encobrir a cidade sendo capaz até de esconder aquele casal de idosos que aprontava ousadias em plena luz do poste da cidade. Entre uma garfada e outra, os garotos comiam a grande torta de morangos silvestres que possuía um gosto de mundo, Júpiter e um pouco doce como Marte. Quando se deram conta, já era a hora de observarem as estrelas cascudas e sem brilho como o gloss da menina que se maquiava a poucos metros de distancia. Exclamações a parte, os dois gostavam de assistir a filmes de terror trash, daqueles que são óbvios e mal feitos, com falas ruins e cenário afetado, com sangue de mentira e lobisomens de borracha. Na verdade sempre foi do agrado colher goiabas e pitangas no quintal, ela se sentia comendo frutas com gosto de um pé de amor.

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