Apagam-se as luzes e assim as estrelas,
Fecham-se os olhos e contam-se as horas,
O toque é frio e arrepia a nuca
Um sussurro no escuro, um eco distante
Sombras se misturam com ilusões
E a faísca se encolhe entre os vultos
A garganta fica seca e arranha
Então a respiração enfraquece e se torna difícil
Os pensamentos se tornam turvos se confusos
O ar se torna pesado e seco
Em segundos o sopro da vida se esvai
Grão por grão, a alma abandona o corpo
E no final, não resta nada além da matéria
A casca vazia de uma existência passageira.
E assim se passam tempos até que tudo retorne ao etéreo
O início e o fim de tudo
O escorrer da areia
O virar da ampulheta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário