Por noites vazias, tenho chamado seu nome.
Escrito em paredes brancas, inúmeras desculpas.
Súplicas repetidas e preces para deuses antigos.
Tenho pedido por algo, tenho pedido você.
E em minhas madrugadas insoniosas
Murmuro maldições à mim mesmo.
Já não tenho sido leal ao meu eu
E muito menos ao meu coração
Tenho tantas mentiras no bolso
Mas nenhuma que negue minha angústia
Insisto em tocar as mesmas notas
Nas teclas de um piano a muito, quebrado.
Iludo minha mente, acreditando no impossível
Querendo conserto pro que já não tem volta
Feito criança boba com brinquedo quebrado.
Esperando por um novo no dia de natal
É, eu não tomo jeito...
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Poesia para poetas tolos.
É realmente tão fantástico o que no mundo eu vejo?
E o quão forte é a busca tudo que desejo?
É minha arte mais profunda dividida em parte.
É de minhas músicas a grande contraparte.
É o vento que traz o frio invisível,
O farfalhar de mil folhas quase inaudível.
Inocência, e beleza de um sorriso puro.
É o medo que tenho do que tem no escuro.
Uma criança que nasce, mas não vê o mundo.
É a lagrima do choro de uma tristeza incerta
Uma mente sadia, uma janela aberta.
A dor no peito, a saudade aperta.
Procurar para dizer a palavra certa.
É tentar se prender a algo tão bruscamente
É fingir um sorriso, sem sorrir realmente.
Como som, violão, é minha melodia
É o tempo que eu levo pra compor minha alegria.
Como flor, como céu, como um barco tranquilo navegando há deriva
Meu momento, meu segundo, minha fase inventiva.
São as frases que escrevo sem ter prerrogativa.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Ampulheta
Apagam-se as luzes e assim as estrelas,
Fecham-se os olhos e contam-se as horas,
O toque é frio e arrepia a nuca
Um sussurro no escuro, um eco distante
Sombras se misturam com ilusões
E a faísca se encolhe entre os vultos
A garganta fica seca e arranha
Então a respiração enfraquece e se torna difícil
Os pensamentos se tornam turvos se confusos
O ar se torna pesado e seco
Em segundos o sopro da vida se esvai
Grão por grão, a alma abandona o corpo
E no final, não resta nada além da matéria
A casca vazia de uma existência passageira.
E assim se passam tempos até que tudo retorne ao etéreo
O início e o fim de tudo
O escorrer da areia
O virar da ampulheta.
Fecham-se os olhos e contam-se as horas,
O toque é frio e arrepia a nuca
Um sussurro no escuro, um eco distante
Sombras se misturam com ilusões
E a faísca se encolhe entre os vultos
A garganta fica seca e arranha
Então a respiração enfraquece e se torna difícil
Os pensamentos se tornam turvos se confusos
O ar se torna pesado e seco
Em segundos o sopro da vida se esvai
Grão por grão, a alma abandona o corpo
E no final, não resta nada além da matéria
A casca vazia de uma existência passageira.
E assim se passam tempos até que tudo retorne ao etéreo
O início e o fim de tudo
O escorrer da areia
O virar da ampulheta.
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