Eu gostaria de poder não ir, dizer algumas bobeiras e deitar ao seu lado, mas se eu ficar, estarei a todo momento pensando em partir e provavelmente seria incapaz de dizer adeus. Contaria as horas no relógio na parede da cozinha e por mais que eu saiba que não funciona mais, estaria sempre na hora de ir embora. Poderia simplesmente seguir tal rumo e aparecer em momentos aleatórios para um café com biscoitos, mas seu café é amargo e seus biscoitos caseiros são sempre queimados. Sei que é difícil partir mas meu gosto por aventuras é mais plausível do que sua pluralidade pra amores e paixões. Deixo-te na mesa apenas uma carta de despedida e meia dúzia de bonequinhos de papel, lembrança mais nítida de um passado tão presente para nós. Por fim, lhe digo que sentirei saudades, mas não daquelas que deveríamos matar ao nos reencontrarmos, afinal, faz tempo que nós dois cometemos um suicídio emocional.
PS: Se por ventura encontrar-me em tempo, diga que me ama e me acerte um tapa na cara, faria o mesmo se ainda fosse capaz de te ver.
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