sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Devaneios sobre ser.

Eu nunca quis ser assim.

Ser tão intenso e imoderado,

Um mar revolto que assusta aos olhos.

Não era a ideia ser tão transbordante,

Sendo sempre a cheia, nunca ter vazante.

Mas é assim mesmo, eu sinto demais.

Nunca só o minimo, sempre o pra mais.

Vivo só de impulsos, sou tão pouco recuo.

Jamais penso muito, se não, não fluo.

E se pareço assim inconsequente,

Me desculpa isso, mas é a minha mente.

E mesmo em toda essa conflitante

No peito ainda arde uma chama constante.

Buscando um amor tranquilo que seja o meu calmante.







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