Tenho dançado sozinho, passo a passo, quase devagar.
Tenho implorado baixinho, por dentro quem sabe, por meu próprio par.
E nessa valsa lenta, por estar avulso, sou só eu quem danço.
Já perdi o pulso, não sei mais bailar.
Eu que não tenho compasso, não conheço a música, se tiver a chance.
Eu quero tentar.
Então eu te avisto aflito, sentado em um canto.
Como por encanto, a titubear.
E mesmo sem saber os passos, junto minha coragem.
E te estendo a mão,
Chamo pra dançar.
E você com esse jeitinho, nessa dança nossa.
Vem dançar juntinho, pra se apaixonar.