Existe um vão entre seu coração e o meu. Um daqueles bem grandes que seria quase o Grand Canyon se estivéssemos no Arizona e que nem com toda minha prece aos falsos deuses é capaz de se fechar. Uma fenda tão absurda que ecoa infinitamente seu nome quando eu o chamo na tentativa boba de te trazer de volta, deixando uma sensação rascante em minha boca por tal palavra dita.
Com uma distância tão grande que compara-se a dos planetas e que apenas os tolos de coração seriam capazes de tomar como jornada sendo ponte alguma capaz de quebrar essa distância, afinal, não fomos projetados para isso. Fiz da gente um abismo sem fim e agora me recuso a aceitar que talvez tenha perdido o mapa que me guiava até sua orbita.
E nem com toda bebida do mundo ou com outra coisa qualquer, haveria como eu desfazer o que fiz ou preencher o maldito vazio que ficou com sua partida.
Eu ainda sinto sua falta e ainda espero você. Quem sabe um dia eu seja capaz de te esquecer.