Existe um vão entre seu coração e o meu. Um daqueles bem grandes que seria quase o Grand Canyon se estivéssemos no Arizona e que nem com toda minha prece aos falsos deuses é capaz de se fechar. Uma fenda tão absurda que ecoa infinitamente seu nome quando eu o chamo na tentativa boba de te trazer de volta, deixando uma sensação rascante em minha boca por tal palavra dita.
Com uma distância tão grande que compara-se a dos planetas e que apenas os tolos de coração seriam capazes de tomar como jornada sendo ponte alguma capaz de quebrar essa distância, afinal, não fomos projetados para isso. Fiz da gente um abismo sem fim e agora me recuso a aceitar que talvez tenha perdido o mapa que me guiava até sua orbita.
E nem com toda bebida do mundo ou com outra coisa qualquer, haveria como eu desfazer o que fiz ou preencher o maldito vazio que ficou com sua partida.
Eu ainda sinto sua falta e ainda espero você. Quem sabe um dia eu seja capaz de te esquecer.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
domingo, 1 de janeiro de 2017
Eu bebi.
Noite passada eu bebi
Bebi para tentar esquecer,
Bebi para tentar não lembrar
Bebi até não conseguir mais saber o que eu tentava fazer
Bebi pra tentar encontrar redenção dos meus erros
Bebi pra quem sabe, errar mais
Bebi pra segurar o choro
E chorei enquanto vomitava o mal da juventude insana
Bebi pra me sentir mais vivo
Bebi pra morrer mais rápido
Bebi pra perder a noção do tempo
Bebi pra distorcer o mundo
Bebi por um recomeço
Bebi por um novo rumo
Bebi pra apagar você.
Bebi para tentar esquecer,
Bebi para tentar não lembrar
Bebi até não conseguir mais saber o que eu tentava fazer
Bebi pra tentar encontrar redenção dos meus erros
Bebi pra quem sabe, errar mais
Bebi pra segurar o choro
E chorei enquanto vomitava o mal da juventude insana
Bebi pra me sentir mais vivo
Bebi pra morrer mais rápido
Bebi pra perder a noção do tempo
Bebi pra distorcer o mundo
Bebi por um recomeço
Bebi por um novo rumo
Bebi pra apagar você.
Assinar:
Comentários (Atom)