sábado, 6 de agosto de 2016

Do tempo, então.

Nossos tempos sempre correram de forma diferente, eu só demorei para perceber.
Enquanto você planejava toda sua semana, eu buscava em cada dia a motivação certa para viver.
Você vivia cada dia seu meticulosamente planejado.
Já eu, preferia seguir minha vida sem ter nada preparado.
Suas horas eram contadas e perfeitamente distribuídas
As minhas eram aleatórias e distorcidas
Seus minutos e o relógio sempre tão bem sincronizados
E seus segundos tão preciosos.
Pra mim, eram nada mais do que momentos ociosos.
E com toda essa contagem de tempo, entre horários e o relógio.
Eu acabei sem tempo para esperar por você em nosso adágio.
Sendo assim, chegaram-se os milésimos do fim.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dancing in the dark.

O som toca ao fundo. Não distingo a música que toca agora, mas o ritmo dessa vez é mais lento. As luzes não são tão fortes e mesmo assim não vejo quem são os que dançam também, enxergando apenas vultos ensombreados. Mantenho os pés firmes enquanto giro em uma valsa lenta pelo lugar, sem chances de descanso. As luzes se apagam e agora danço no escuro, com um par o qual não vejo. As vezes consigo perceber que a música fica mais rápida, intensa e barulhenta e em outras, mais lenta, calma e suave. O tempo aqui parece ser infinito e no final, desisto de pensar muito nas coisas que acontecem ao redor, focando apenas em não esbarrar em nada.
Por fim, permaneço aqui nessa constante dança com meus próprios demônios, sem olhá-los nos olhos, esperando que não me canse de dançar e deixando que eles engulam por inteiro.