sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ele e Ela

Ele encarava o mundo de uma forma triste, ela sorria para si mesma no espelho sabendo que seria mais um dia perfeito. Ele se atrasava para tudo, inclusive muitas vezes para a vida, já ela, era sempre impecavelmente pontual. Ele gostava de café, ela de suco de pêssego e um pedaço de alguma torta, preferencialmente de morango. Ele escrevia poemas sobre os males do mundo enquanto ela pintava quadros sobre a beleza da vida. Ela tinha cabelos ruivos e olhos verdes vivos, ele, tinha um tom negro em seu cabelo e olhos castanhos e profundos. Enquanto ela dançava com as amigas em festas, ele assistia documentários no Animal Planet. Ela fazia exatas, e ele alguma humana qualquer. Ela iluminava os locais por onde passava com seu jeito animado, ele, não trazia nada com sua presença, apenas um tom entediante com sua voz sem graça. Ela ouvia músicas pop enquanto ele tocava guitarra numa banda cover de rock. Ela ajudava idosos nas horas vagas, ele, jogava video game com os amigos. No final, ela por mais que tivesse uma vida supostamente perfeita, não era tão feliz, ela buscava por algo que não sabia onde encontrar, enquanto ele, observava a garota há algum tempo esperando o dia que ela notasse ele para que pudesse então, terminar com a busca dela...

No final não havia como ele não se apaixonar pela menina ruiva que sempre sorria infeliz.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Meteoros e dinossauros

Não gostei de ser um mamífero e sempre me sinto culpado ao pensar em como os dinossauros foram extintos, logo eles que não teriam causado metade do estrago que nós, macacos evoluídos,causamos. Conto nos dedos os dias que fico sem pensar nos dinossauros, talvez seja um amor platônico o que sinto por eles, ou simplesmente mais uma das minhas tristes e estranhas paranoias que causo a mim mesmo quando cismo com alguma coisa. Provavelmente deve ser de uma espécie semelhante da paranoia que tenho com divisões, como relacionamentos, com cachorros que falam e bebês super dotados de inteligencia que vejo em filmes, nada muito fora do comum. Eu deveria parar de contar carneiros antes de dormir, torna-se massante depois de certo tempo e muitas vezes acabam se tornando algum tipo de animal, quando não, objetos que pulam cercas. Certamente esse é um dos meus textos mais doentios e anormais, mas infelizmente, não tenho nada de concreto e minha linha de pensamento encontra-se distorcida e problemática  faz alguns dias e ainda não tive coragem de tentar corrigi-la. Enfim, volto-me aos dinossauros, que são a unica coisa que realmente vale a pena nesse texto, queria poder ter um de estimação, não precisava ser grande como um tiranossauro, queria um de porte médio ou pequeno, para cuidar como qualquer outro bichinho de estimação. Mas eu teria que ter a coragem de enfrentar qualquer meteoro que viesse tentar acabar com a felicidade de meu pequeno animalzinho, coragem essa, que me falta para muitas outras coisas.

No final, talvez eu tenha necessidade de abraços...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vento...

Longas jornadas que nos levam além do horizonte, sonhos e desejos que nos movem pra longe. Deveríamos nascer com mochilas prontas e mapas da vida embutido em nossas cabeças, pra quem sabe assim, sabermos os rumos que deveremos tomar. Montanhas de obstáculos, florestas de incerteza, mares de felicidade e ruas de paixão, entre tantos outros ambientes aos quais estamos suscetíveis a passar. Não procuramos luzes no final dos túneis ou muito menos o fundo dos poços de que muitas vezes bebemos da água. Procuramos na verdade, por horizontes belos, agradáveis, confortáveis e em que possamos nos sentar e aguardar ali por todo o resto bonitinho e açucarado que deveríamos receber da vida. Vai saber o que nos aguarda...

Ps: Pra onde a sua brisa lhe carrega afinal?